Trump ataca Papa Leão XIV e amplia tensão entre Casa Branca e Vaticano após apelo por paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV neste domingo (12), ao afirmar que o pontífice seria “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”. As declarações foram publicadas na rede Truth Social e ocorreram após o líder da Igreja Católica defender um cessar-fogo no Oriente Médio e condenar os efeitos da guerra sobre civis.

Trump também afirmou que prefere o irmão do papa, Louis Prevost, a quem chamou de alinhado ao movimento MAGA (“Make America Great Again”). Em outro trecho, sugeriu que Leão XIV só teria sido eleito por ser norte-americano e por representar, segundo ele, uma forma de o Vaticano lidar melhor com sua presidência.

O que motivou o confronto

A reação de Trump veio após o papa reforçar mensagens públicas contra a escalada militar envolvendo Irã, Líbano, Sudão e Ucrânia. Leão XIV tem adotado discurso favorável à negociação diplomática e à proteção de civis em áreas de conflito, posição que entrou em choque direto com a retórica mais agressiva da Casa Branca.

Nos últimos dias, o pontífice também criticou ameaças de destruição contra o Irã e cobrou reflexão sobre políticas migratórias dos EUA. Essas falas aumentaram o atrito entre Washington e Vaticano.

Críticas finais e imagem gerada por IA

Na mesma sequência de postagens, Trump disse que o papa deveria “se recompor”, parar de “agradar a esquerda radical” e focar em ser um grande líder religioso, não um político. Minutos depois, publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido de branco, em pose de bênção, cercado por símbolos dos Estados Unidos.

Reações e impacto

O episódio foi tratado por veículos internacionais como um ataque incomum de um presidente dos EUA ao chefe da Igreja Católica. A fala gerou críticas de lideranças religiosas e reacendeu o debate sobre os limites entre religião, diplomacia e política partidária.

Próximos desdobramentos

Até o momento, o Vaticano não havia respondido oficialmente às declarações. O papa mantém agenda internacional prevista, incluindo viagem à África, enquanto a tensão geopolítica no Oriente Médio segue no centro das discussões globais.