O Ministério Público Eleitoral (MPE) contestou 557 registros de candidatura em São Paulo durante o mês de agosto. Segundo levantamento divulgado pela Agência Pública, 18 desses casos podem resultar em inelegibilidade, sendo que 15 envolvem candidatos com condenações ou registros anteriores relacionados a diferentes tipos de crimes.Entre os casos apontados estão antecedentes envolvendo supostas ligações com o PCC, assalto, tráfico de drogas, estelionato e violação de medida protetiva da Lei Maria da Penha, entre outras ocorrências. A contestação do registro, contudo, não significa automaticamente que o candidato esteja inelegível: a situação depende da análise e decisão da Justiça Eleitoral.O levantamento também mostra que os questionamentos atingem diferentes campos políticos. Entre os 18 casos destacados, nove candidaturas são de partidos de direita e centro-direita que apoiam a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Outras cinco são de partidos de esquerda que apoiam Lula à Presidência e Fernando Haddad ao governo paulista. Há ainda três candidatos do Mobiliza e um do DC.As decisões da Justiça Eleitoral sobre as impugnações definirão quais candidaturas poderão ou não permanecer na disputa eleitoral de 2026.